Beyfortus (Nirsevimabe)
Via de Aplicação:
Intramuscular
O que previne:
O Beyfortus (Nirsevimabe) é um anticorpo monoclonal indicado para a prevenção de infecções respiratórias graves causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O VSR é a principal causa de bronquiolite e pneumonia em bebês, sendo responsável por uma alta taxa de hospitalizações em recém-nascidos e lactentes durante os períodos sazonais.
Do que é feito
Diferente das vacinas tradicionais, o Beyfortus não é uma vacina, mas sim um anticorpo monoclonal que age diretamente contra o VSR. Ele fornece proteção imediata e prolongada, neutralizando o vírus e reduzindo significativamente o risco de infecções graves.

Indicação:
- Recém-nascidos e lactentes que estão na primeira temporada de exposição ao VSR.
- Prematuros e bebês com condições de saúde que aumentam o risco de complicações respiratórias graves.
Contraindicação:
- Pessoas com histórico de anafilaxia grave a algum componente da formulação do Beyfortus.
- Em caso de doença febril ou infecção aguda, a aplicação pode ser postergada a critério médico.
Esquema de doses:
A SBIm recomenda
Crianças menores de 8 meses de idade:
- uma dose IM de 50mg se o peso for menor que 5kg
- uma dose de 100mg se o peso for maior ou igual a 5kg
Crianças de 8 a 23 meses de idade e com risco para infecção grave por VSR:
- 200mg (duas doses de 100mg administradas simultaneamente), independente de peso.
Para crianças de 8 a 23 meses de idade e sem risco para infecção grave por VSR a SBIm sugere:
- uma dose de IM de 100mg se o peso for menor que 10kg
- 200mg (duas dose de 100mg administradas simultaneamente) se o peso for maior ou igual a 10kg
Pode ser co-administrado com as vacinas recomendadas no Calendário de Vacinação SBIm da Criança disponível também em nosso site.
Efeitos e eventos adversos:
Os efeitos adversos relatados são leves a moderados e geralmente transitórios:
Comuns (1% a 10% dos vacinados):
- Reação no local da aplicação (vermelhidão, dor e inchaço).
- Irritabilidade e choro excessivo.
- Febre baixa.
Raros (menos de 1% dos vacinados):
- Urticária e reações alérgicas leves.
Eventos graves são extremamente raros, mas incluem reações anafiláticas (necessitam de acompanhamento médico imediato).